Newsletter
Mensagem
Ao serviço dos Empresários da Região
Ao serviço dos Empresários da Região

I Congresso Empresarial da Beira Baixa

Dois dias de debate, 30 oradores, Três dias de Showroom com cerca de 45 expositores e um total de 350 participantes… uma Região!
1º Congresso Empresarial da Beira Baixa

14033830.jpgDurante três dias, cerca de 350 participantes, participaram no 1º Congresso Empresarial da Beira Baixa, que decorreu na AEBB Castelo Branco, entre os dias 26 e 28 de Maio.

Na sua 1ª edição, o evento teve como objetivo potenciar o tecido empresarial da região e promover a coesão territorial através de um debate prospetivo sobre o que é Hoje a Beira Baixa e sobre o seu Futuro, as suas potencialidade, os novos desafios e oportunidades de desenvolvimento.

"As empresas e os empresários, estão preocupados com a situação da região, mas estão também altamente empenhados na viragem e no desenvolvimento da mesma, conscientes de que têm uma palavra a dizer", referiu José Gameiro, presidente da AEBB, no discurso de abertura do 1º Congresso Empresarial da Beira Baixa. A este respeito, sublinhou ainda a total disponibilidade do tecido empresarial colaborar de forma ativa, propondo a "quem tem o poder das decisões" medidas estruturantes e devidamente fundamentadas que potenciem o desenvolvimento da região.

José Gameiro referiu que a viragem necessária só é possível segundo uma metodologia participativa de trabalho em rede, envolvendo os diversos organismos locais e regionais, destacando que no caso concreto desta região "os parceiros de eleição, são sem dúvida os Municípios e as suas organizações, as CIM's, os empresários e a comunidade em geral", face às novas necessidades de uso e gestão do território em prol de um desenvolvimento coletivo e sustentado e não individualizado ou dependente de medidas políticas.

No decorrer da sua intervenção, o Presidente da AEBB realçou ainda alguns aspectos preocupantes como a "redução drástica de pessoas ativas e não só, o endividamento de alguns municípios, o envelhecimento populacional, a emigração de jovens, os custos de contexto para as empresas", não deixando de enaltecer outros mais positivos, como "o crescimento das exportações e das empresas da região, o desenvolvimento do setor Agro nas várias vertentes, o aumento do turismo, a importância internacional da capacidade produtiva de algumas empresas tecnologicamente avançadas, a instalação de novas empresas,…".

O evento que contou na sessão de abertura com a presença de Pedro Marques, Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, foi procedido da intervenção de cerca de 30 oradores e moderadores, ligados ao desenvolvimento regional e empresarial, convidados a partilhar experiências, conhecimento, ideias e estratégias.
O encerramento do primeiro dia de Congresso, contou ainda com a intervenção de João Vasconcelos, Secretário de Estado da Indústria. O governante caraterizou a região da Beira Baixa como uma "região fulcral para o desenvolvimento da nossa economia e que tem importantes pólos de atratividade", realçando "o trabalho extraordinário que aqui tem sido desenvolvido, contrariando os preconceitos das assimetrias e da desertificação do interior." A este respeito, o Secretário de Estado destacou o trabalho de "excelência" desenvolvido por algumas empresas locais e organismos de apoio às PME's da região, não deixando ainda de mencionar um conjunto de medidas governamentais de apoio ao desenvolvimento regional e empresarial.

O programa deste dia, incluiu ainda um Jantar empresarial onde se assinalou os 30 anos da criação do NERCAB, hoje AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa e onde foram agraciados todos os ex-presidentes da Associação.

O segundo dia de evento, contou com a intervenção de Ana Abrunhosa, Presidente da CCDR Centro que admitiu que os sistemas de incentivos não são os mais adequados para a diferenciação que se pretende para os territórios de baixa densidade mas sublinhou que estes não são a única resposta existente!

O painel contou ainda as intervenções de Luís Correia, Presidente da CIMBB que voltou a defender a necessidade de medidas de diferenciação positiva para estes territórios, de Maria do Céu Albuquerque, Presidente da CIMT e de Paulo Fernandes, Presidente da CIMBSE que falou da internacionalização como sendo fundamental para as empresas e para a região.

Ainda com a participação de Helena Freitas, Coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior que realçou a necessidade de mudar o discurso, referindo que "é um absurdo hoje falar em interioridade num país que tem 200 quilómetros até ao litoral. Este é um estigma que é preciso desconstruir", referiu. Neste contexto, sublinhou que "passou o tempo da fatalidade e se não o percebermos, perdemos tempo. É preciso atuar de uma forma diferenciada nestes territórios (como o da Beira Baixa) para o país se desenvolver de forma mais equilibrada".

No encerramento do Congresso foram ainda apresentadas algumas notas conclusivas da jornada de trabalho, a serem publicadas dentro de quinze dias com maior profundidade. Entre as várias conclusões assumidas, destaque para algumas notas:
- um dos principais ativos da região está associado ao saber-fazer (agro-industrial, têxtil-vestuário, madeira,…), existindo uma cultura empresarial endógena que importa qualificar, apostando igualmente, num maior esforço de cooperação entre o universo empresarial e as instituições de ensino superior da região;
- a região está num ponto de viragem da sua trajetória de desenvolvimento, que deve passar por uma criteriosa afetação de recursos em novos investimentos (ex: IC13, ferrovia da Beira Baixa, …);
- necessidade de um maior nível de cooperação e trabalho em rede entre os atores político-institucionais, empresariais e académicos, em torno de objetivos estratégicos comuns, no sentido de criar escala e sinergias;
- A interioridade não tem que ser sinónimo de fatalidade! É importante que este estigma seja devidamente combatido no sentido de autocentrar o desenvolvimento e reforçar os vetores de afirmação identitária;
- a abordagem de desenvolvimento deverá assentar não numa lógica de isolamento, mas de cooperação inter-regional, nomeadamente envolvendo territórios vizinhos, incluindo Espanha;
- necessidade de apostar na internacionalização das empresas aliando as competências do saber-fazer às competências do saber-vender;
- continuar a investir na qualificação do capital humano - é uma aposta estratégica;
- apostar na capacidade de estruturação de setores de atividades emergentes com elevado potencial de empregabilidade e por outro lado, na requalificação competitiva dos setores tradicionais.

"O diagnóstico está realizado, as estratégias estão definidas… é, agora, tempo de agir!", esta é a grande conclusão da realização do 1ºCongresso Empresarial da Beira Baixa, promovido pela AEBB - Associação Empresarial da Beira Baixa em estreita colaboração com diversos atores locais da Região da Beira Baixa e em parceria com o Jornal de Negócios.

Consulte aqui a galeria de fotos do evento

Mais informações:
Telef.: 272 340 250
Jose Gameiro | presidente@aebb.pt
Sónia Azevedo | sonia.azevedo@aebb.pt